MBA Alumni Brasil

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Escolas de negócios estudam casos do Brasil

Jornal Valor Econômico - por Andrea Giardino de São Paulo

A história recente de algumas das principais empresas brasileiras tem se tornado objeto de estudo de alunos das principais escolas de negócios do mundo. Para conhecer mais sobre o estilo de gestão das companhias nacionais, elas até patrocinam a viagem dos estudantes de MBA e pós-graduação ao país. O movimento, que teve início em 2000, cresceu de forma significativa nos últimos seis anos e hoje atrai o interesse de centros de ensino de peso como a Harvard Business School, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), o IMD Business School, a Pittsburgh University, Darden e Wharton, primeira colocada no último ranking do "Financial Times" com os melhores cursos de MBA.

Em Harvard, o primeiro registro aconteceu em 1999, com a análise da Mandic BBS, empresa fundada pelo precursor da internet no país, Aleksandar Mandic. Pouco tempo depois, faziam parte do banco de casos da escola, a Editora Abril, Embraer, Gerdau e Submarino. Mas essa disseminação só ganhou força a partir de 2001, quando a tradicional escola de administração, reconhecida por seu método de estudos de casos, decidiu criar centros de pesquisas regionais. "A iniciativa visa explorar casos globais para que os alunos possam aprender lições das histórias de cada país", afirma Ricardo Reisen, responsável pela unidade brasileira da Harvard Latin America Research Center.

Atualmente existem cinco centros de Harvard: na Ásia-Pacífico (em Hong Kong), Japão, Europa (em Paris), Califórnia (no Silicon Valey) e América Latina (escritórios na Argentina e no Brasil). Segundo Reisen, a idéia nasceu para atender uma necessidade dos alunos estrangeiros, que correspondem a 30% dos 900 alunos que entram todos os anos nos MBAs da escola. "Muitos reclamavam da dificuldade de aplicar os casos de empresas americanas na realidade do dia-a-dia de seu país ", diz. Mas com a criação dos centros regionais, esse cenário começa a mudar.

Os primeiros reflexos já podem ser percebidos. A produção de casos fora do campus nos Estados Unidos se intensificou, principalmente no Brasil. Aproximadamente 70 artigos ou casos foram publicados de 2001 para cá, com destaque para Petrobras, Grupo Ultra e Magazine Luiza. "E ao contrário do que acontecia até então, quando o estudo de casos dependia da vinda de professores para cá, o centro de pesquisa do Brasil ajuda a escola a descobrir histórias de sucesso para que sejam posteriormente escritos", diz.

Em Darden, escola de negócios da Universidade de Virgínia, que segue a mesma metodologia de estudo de Harvard, a demanda por mais casos internacionais surgiu dos próprios alunos. "Eles reclamavam que não tinham exemplos suficientes de outros países", explica o professor L. J. Bourgeois III, reitor associado para assuntos internacionais da escola. Em Darden, 27% dos 300 estudantes do MBA são estrangeiros. Em recente visita ao Brasil para encontrar ex-alunos e conseguir novos adeptos, ele aproveitou a oportunidade para entrar em contato também com empresas brasileiras. Bourgeois conta que desde o ano passado, sua escola incluiu no currículo um estudo sobre a criação da Inbev.

Na sala de aula, os alunos de Darden começam o estudo desse caso por cinco questões básicas, conta o professor. As razões porque a Interbrew e Ambev decidiram pela fusão de seus negócios, qual foi a estratégia estabelecida para nortear a nova companhia, quais fatores ajudaram nessa junção, quais ainda estão no caminho e como as empresas integradas estão buscando sinergia nos negócios. Todos esses aspectos são desmembrados em gráficos e tabelas, que tentam esmiuçar a união das duas culturas, a brasileira e a belga.

A peculiaridade do cenário brasileiro e do estilo de administrar dos nossos executivos tem cada vez mais atraído a atenção das melhores escola de vários países. Na prestigiosa escola de negócios suíça IMD, o estudo de casos brasileiros é recente. Há pouco mais de um ano e meio, ela incluiu em seu programa companhias como Vale do Rio Doce, Embraer, Klabin e Aracruz. Em 2005, elegeu a Votorantim como a melhor empresa de gestão familiar do mundo, exemplo que é amplamente discutido e avaliado pelos professores. Além das habilidades que as organizações nacionais possuem para sobreviver e prosperar em meio a períodos de turbulência econômica, outro fator que tem chamado a atenção da universidade é o estilo de comando dos brasileiros. "O espírito empreendedor dos executivos é um traço forte e que nos mostra que temos muito o que aprender com eles", ressalta Peter Lorange, presidente do IMD.

Essa admiração pela forma como as empresas são conduzidas foi um dos motivos que levou Wharton a estudar os casos brasileiros nas salas de aula. O interesse surgiu há seis anos, após o plano Real. De acordo com Mauro Guillen, professor da gestão estratégica da escola, os aspectos macroeconômicos do país no passado, permeados pela altas taxas de inflação e oscilações no câmbio, eram pontos interessantes a serem analisados. Semana retrasada, Guillen esteve no país conversando com os principais executivos dos bancos Itaú, Bradesco, Safra, Santander, Citigroup e Opportunity para pesquisa que vem conduzindo sobre o sistema financeiro brasileiro.

Em paralelo, a escola possui um programa que permite estudantes do mundo todo visitar empresas no Brasil para entender melhor os reais desafios encontrados pelos executivos diante de um ambiente de incertezas. "O brasileiro é conhecido por sua habilidade de administrar situações complexas", destaca Guillen. Entre as companhias visitadas na última edição do programa estão a Embraer, Vale do Rio Doce, Petrobras, Gol, Mangels, DentalCorp e Safra.

Na Universidade de Pittsburgh, após uma reestruturação no formato dos MBAs, a instituição passou a ter casos de vários países. Há inclusive, um departamento no campus dos Estados Unidos que desenvolve pesquisas e casos sobre a América Latina. E o Brasil tem forte presença, já que os professores vêm para cá dar aula nos cursos, que acontecem inteiramente no país, permitindo que eles levem material para ser estudado lá fora. "Além de se destacar pela gestão dos grandes grupos, o país reúne um número alto de multinacionais. O que só comprova a importância de seu mercado para as organizações", afirma Cristina Mautone, diretora da Pittsburgh para América Latina.

Entre os casos utilizados na escola lá fora, ela lembra o da Ambev (com foco no processo de fusão entre Brahma e Antartica), um de comportamento organizacional, com a comparação entre "coaching" e "mentoring" nos EUA e no Brasil, os direitos dos consumidores no Brasil e na Índia e a tomada de decisões em ambientes complexos.

Além disso, o professor Kuldeep Shastri está escrevendo um estudo sobre as particularidades do mercado de capitais brasileiro. Seu objetivo é entender o papel de divulgação de informações das companhias listadas na Bovespa e qual o impacto do pagamento de equity pode ter sobre estruturas de capital e custo de capital.

O interesse pelas empresas brasileiras é tão grande, que o MIT resolveu inovar. Fechou parceria com a Endeavor e traz grupos de alunos do seu MBA para um estágio de três semanas em empresas de pequeno e médio porte, como Spoleto, Nano Endoluminal, Poit Energia e S &V Consultoria. Curiosamente, eles não vêm apenas para conhecer as dificuldades de empreendedores que de um sonho conseguiram chegar lá. Eles vêm também ajudar a colocar em prática estratégias e planos de expansão de suas operações.

(Colaborou Stela Campos)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Evento com presidente do Grupo Abril

Evento com Maurizio Mauro
presidente executivo do Grupo Abril com o tema “Agenda Brasileira para o Desenvolvimento”.



Tema: Agenda Brasileira para o Desenvolvimento
Palestrante: Maurizio Mauro (Presidente Executivo do Grupo Abril)
Data e Horário: 22 de Fevereiro (quarta-feira), às 19:00h
Formato: 1 hora de exposição + 30 min de perguntas e respostas + happy hour
Público: Alumni das principais escolas de MBA
Local: Centro Brasileiro Britânico, Rua Ferreira de Araújo, 741, térreo, em Pinheiros.

Evento Gratuito
Organização: London Business School, British Council
Apoio: MBA Alumni Brasil

Aos interessados favor enviar um e-mail para a Cecília Barata (cecilia.barata@britishcouncil.org.br) informando nome, nome da empresa aonde trabalha e o interesse pela palestra em questão.

BIOGRAFIA MAURIZIO MAURO
Maurizio desenvolveu sua carreira profissional no setor de serviços. Dirigiu sua própria empresa de desenvolvimento de software e comunicações de dados, atuou como diretor de planejamento e controle de um banco comercial e serviu como consultor da Booz-Allen & Hamilton. Como sócio sênior, era o presidente da subsidiária brasileira e participou do board mundial da empresa. Atualmente é Presidente Executivo do Grupo Abril. Administrador de empresas pela Fundação Getulio Vargas com pós-graduação em finanças pela Universidade de São Paulo, é membro do Conselho Consultivo da Universidad de San Andres em Buenos Aires / Argentina e Presidente da Comissão de Auto-Avaliação do IBMEC São Paulo.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Reunião de organização do MBA Alumni Brasil

Brasil

Prezados,

Realizaremos a reunião anual de organização do grupo no próximo dia 16 de Fevereiro, quinta-feira, com início às 19.30h no auditório do Banco Calyon, situado na Alameda Itu, 852 em São Paulo. Estacionamento terceirizado no local.

Nesta oportunidade, discutiremos os assuntos relacionados à organização do grupo (critérios de cadastro, contato com imprensa, melhores práticas), planejaremos os eventos/happy-hours para o ano, formas para alavancar esta ferramenta de networking e também queremos ouvir suas dúvidas e sugestões. As atividades do grupo dependem da sua participação. É importante a participação de pelo menos um representante de sua escola.

Temos mais de 50 escolas representadas. É importante que tenhamos um representante de sua escola junto a coordenação do grupo que nos assessore com questões de cadastro. A reunião é aberta a todos os membros.

Necessitamos da confirmação de presença.

Membros no RJ, NY, Miami e Londres: Entrarei em contato com os colegas que nos assessoram fora de São Paulo após a reunião. Caso tenham sugestões ou queiram se voluntariar para organizar happy-hours, eventos ou palestras, entrem em contato pelo e-mail: patriciavolpi@yahoo.com.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Business Schools: America x Europe

Artigo muito legal retirado do blog Deans Talk.

Business Schools: America x Europe
James Tatum
previous student of Dartmouth College and MBA IE Business School.

As an alumnus of both the American school system, namely Dartmouth College, and the MBA program at IE Business School in Spain perhaps I can provide a shareholder’s view to this fascinating conversation between the Deans...

When deciding on a business school to attend, there are some striking visual differences one gets immediately upon viewing schools on either side of the Atlantic. The two schools I most heavily considered in the United States were Tuck, the business school of my alma mater, and Kenan Flagler, the business school of the University of North Carolina, located in my hometown of Chapel Hill. Both are impressive to behold in person. Kenan Flagler sits atop a hill, overlooking the valley that is home to the Dean E. Smith Center, the Santiago Bernabeau of North Carolina where basketball is a religion. Nestled among soaring pines Kenan Flagler is a castle built of the red brick so often seen in North Carolina. Tuck, with its columned façade, is the regal exclamation point at the end of short lane (appropriately named Tuck Dr.) lined with some of the older buildings of a College that predates the very nation it sits within. The dark rich browns of the woodwork within seem forged by the history of school’s lengthy prestige. The impression is captivating in a country where so few things aren’t intended to impact their newness upon an observer.

In contrast European business schools look like charming places of business rather than castles in the kingdom of Business. One need not read the fine print of admissions literature to note a resource difference. In weighing the pro and cons, one quickly notes the greater diversity of programs and students in a European MBA to counterbalance the resource disparity. But additionally, and perhaps more importantly, the newness of the European MBA programs leave them unshackled by the weight of historical customs and the sometimes burdensome allegiance to tradition that we Americans are so quick to criticize in Europe. European programs are much faster to innovate. European schools borrow heavily from their American counter parts, but also from a larger bag of ideas, be they derived from national traditions or wholly new ideas. Changes in the curriculum, the length and structure of the program, the way disciplines are taught, the composition of the student body, et al. happen with a frequency and depth that an older institution would find unsettling. The rapid improvement of European MBAs is a testament to the value of this ability to innovate and evolve quickly.

There are differences within the student culture that color the educational experiences as well, and here I am somewhat reliant on my close friends matriculating at MBA programs in the United States. The most relevant is the greater comradery and degree of collaboration among students in a European management program. It is hard to determine the exact cause of this difference. Certainly, the more aggressively competitive culture of American business plays a role. But what most impressed me about European business schools was the active manner in which the students seek to gain from the differing experiences of their classmates both within the classroom and after the books close. This active integration exponentially enhances the value of diversity and provides an understanding and skill set I am not convinced are matched in an American program. Perhaps the greater diversity of European MBA programs attracts students predisposed to maximize the range of experiences and viewpoints of their fellow colleagues.

The relationships between the alumni and the institutions differ as well. Alumni of European programs maintain an interest in their programs. There are efforts to manage the brand and the ranking is closely followed, but mostly it is a passive relationship. Alumni of American institutions are more like citizens than former students. They actively seek to improve and defend the school either through donations of time and money or through constructive criticism. Brand management plays a role here as well, but beyond that there is a sense of connection to the great people of the past, present and future that walked those halls and an onus to uphold the institution. The ramifications of this extend beyond alumni giving and affect networking, job searching, and the image of the school within the business world. Is this a function of time or can European MBAs quicken the development of this bond between alumni and school?

Much has been said to whether America and Europe are convergent or divergent Western ways of thinking. There is concern on both sides as to where the meeting point may be or whether a schism might reduce the ability to borrow from each other. As someone with a vested interest in each, I would prefer a model more akin to a double helix, closely and intricately linked but forever distinct.